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Alice no País das Maravilhas e a edição da DarkSide Books

A história de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll é emblemática. Cada leitor faz uma interpretação diferente da história e muitos acreditam, também, que o livro contém mensagens subliminares. Esta é a segunda vez que leio Alice no País das Maravilhas, e desta vez sem pretenção nenhuma de analisar o texto, deixando mesmo a história fluir. Quando fiz a leitura pela primeira vez, meu trabalho era fazer uma análise da história com as teorias do jornalismo. Por isso, a leitura acabou se tornando maçante e, talvez, até um pouco chata. Minha percepção mudou com a releitura e me senti completamente diferente em relação à obra.

Neste texto vamos conversar um pouco sobre a mais importante obra de Lewis Carroll, bem como da literatura inglesa, e falar sobre a edição de Alice no País das Maravilhas publicada pela Editora DarkSide. Aliás, a Caveirinha arrasou em todo o projeto gráfico e na edição deste livro!

Comprei o exemplar de Alice no País das Maravilhas, pois neste ano meu intuito é ler mais e mais clássicos ingleses. Escolhi a edição da DarkSide, pois traz um projeto gráfico diferenciado e cheio de referências à história.

Contextualização sobre a vida Carroll

Antes de iniciar a história de Alice no País das Maravilhas, a DarkSide contextualiza o leitor sobre a obra e nos conta um pouco sobre a vida de Lewis Carroll. A breve biografia do autor, bem como a história por trás de uma das mais importantes obras da literatura inglesa é algo que faz o leitor embarcar no texto principal preparado para o que está por vir.

Após a história de Alice no País das Maravilhas, encontramos, ao final do livro, mais um capítulo destino à vida do autor e vamos saber um pouco mais sobre o um dos hobbies de Lewis Carroll: a fotografia. Assim, a edição nos traz uma série de fotografias clicadas pelo próprio autor, algumas inclusive tendo a própria Alice como modelo.

Inspirado em uma Alice de verdade

Esta importante história da literatura inglesa leva Alice no título, pois o Lewis Carroll teve como inspiração uma menina de verdade chamada Alice Liddell, filha de Henry Liddell, amigo do autor, que atuava como reitor na Christ Church, um dos colleges da Universidade de Oxford, talvez o mais famoso deles.

Lewis inventou a história quando passeava de barco pelo rio Tâmisa com Alice e suas irmãs, já que elas haviam lhe pedido para contar uma história. Tempos depois, ele escreveu a história deste mundo de fantasia e presenteou a própria Alice com o manuscrito da história após a publicação.

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A história de Alice no País das Maravilhas

Ler Alice no País das Maravilhas não é, nem de longe, uma tarefa fácil. Se o leitor for criterioso, perceberá que o que é narrado pelo autor pouco sentindo faz. O texto é bastante antigo, datado final dos anos 1800, e mesmo que a tradução tenha o trabalho para um contexto mais atual, pode ser um pouco difícil. São muitos diálogos, muitos deles fazem sentido algum, e situações sem muito nexo. Afinal, é um País das Maravilhas…

Tudo começa quando Alice percebe um coelho de paletó e com um relógio andando apressado e ela decide segui-lo. Assim, cai na toca do coelho e vai parar no País das Maravilhas. Isso me faz recordar que o primeiro título da obra era Alice in Underground (Alice no Subterrâneo), vindo tempos depois a se tornar Alice in Wonderland (Alice no País das Maravilhas).

Logo que ela chega no País das Maravilhas, a menina aumenta e diminui várias vezes, e encontra um lugar onde muitas coisas estranhas acontecem. Pois, oras, onde já se viu um gato que some, uma Lebre de Março falante, um Chapeleiro Maluco e até mesmo um coelho de paletó?

Em uma cena Alice está conversando com o Chapeleiro Maluco, na outra aparecem outros personagens, sem muitos rodeios. Alice é uma garotinha que aparenta questionar muito estes personagens e até mesmo contradizê-los. Nem mesmo tem medo da Rainha de Copas, com quem joga Croqué e assiste a um julgamento… afinal, precisamos saber quem roubou as tortas da rainha!

A história termina com Alice acordando de um sonho ao lado da irmã. Definitivamente um texto cujo propósito maior é entreter. E nisso, o autor cumpre muito bem o seu papel.

Percebe-se que Carroll criou uma história para crianças e para nós, adultos, lembrarmos, principalmente, de nunca deixarmos de ser crianças e sempre mantermos o espírito infantil. Para o autor, segundo consta diversas pesquisas, era muito mais fácil envolver-se com crianças e fazer amizades com elas, do que ter relacionamentos com adultos.

É um livro emblemático sim, mas daqueles que necessariamente deve ser lido por todos os leitores.

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