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Uma reflexão sobre o atual cenário da pandemia no brasil

Você lembra que há exato um ano nós ingressávamos em um mundo onde tudo mudou? Os primeiros casos de Covid-19 surgiam pelo Brasil em março de 2020. Naquele tempo, tudo ainda parecida muito distante, uma realidade paralela. Nenhum conhecido, ou quase ninguém que você conhecia, estava com a doença, mas mesmo assim você seguia em casa. Lembra da hashtag #ficaemcasa, ou do carro de som passando pela rua clamando para que você não saísse? Onde eles estão agora?

Comparado a hoje ainda eram poucos os casos relatados, mas você ainda seguia todos os protocolos sugeridos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Lembro como se fosse ontem que as ruas estavam vazias. Poucos carros circulavam, nenhuma loja ou restaurante abertos (a não ser o delivery). Você tinha medo. Nós tínhamos medo.

Quinze dias depois tivemos que tentar retomar as nossas vidas ditas normais de alguma forma. Voltamos a trabalhar, a fazer nossas atividades regulares. Enquanto isso, as academias estavam fechadas, os cinemas também. Eventos e aglomerações de pessoas não podiam acontecer. Mas, os casos começaram a subir. E o círculo foi se fechando.

Porém, você perdeu o medo, não foi? Saía com os seus amigos e mantinha o seu círculo social em prol da sua saúde mental. É óbvio que você que faz isso não sabe o quanto a palavra ansiedade está banalizada hoje em dia. Não sabe o que o transtorno de ansiedade generalizada pode levar a sua mente a pensar ou até mesmo o seu corpo a agir. Claro que você ainda não se consultou com um psiquiatra e nem mesmo foi a sessões de terapia para saber como manter o seu psicológico são.

Você não sabe como é ter o corpo paralisado por situações que fogem do seu controle.

É claro, também, que você não sabe que você não precisa necessariamente estar em aglomerações, junto de pessoas ou reunido com várias pessoas do seu grupo de amigos para estar bem mentalmente. Não é mesmo? A você sugiro que vá imediatamente a um psicólogo. Aprenda a conviver com você e a se conhecer melhor. Aquele ser que habitava em você hoje não habita mais. O mundo mudou e você mudou. Talvez você não saiba disso.

Eu mudei, não como eu queria, mas mudei

Eu sigo há um ano isolada do resto do mundo. Em 2019 eu prometi que em 2020 eu seria diferente. Viajaria mais, sairia mais, mandaria mais em mim. Mas, o ano não foi como eu esperava. Em vez disso, foquei em outros projetos e realizar alguns sonhos que talvez não realizaria, como ter a coragem de pintar meu cabelo todo de laranja sem o julgamento alheio.

Contudo, não saí, não encontrei minhas amigas. Apenas fui trabalhar e às vezes escapei de bicicleta para me exercitar. Ah, vale lembrar que as academias abriram, os shoppings voltaram e os restaurantes estavam abertos. Há um ano não sei o que é ir em locais como estes e sinceramente não sei quando vou descobrir.

Enquanto isso, você não deixou de sair, não deixou de ir a restaurantes e tirar a sua máscara em um ambiente fechado, de propagar isto ainda mais. Não importa se você não acredita, você vive em uma sociedade e precisa ter o mínimo de respeito e empatia com os outros. Contudo, parece que as pessoas não se dão conta disto.

Um ano e mais e mais mortes diárias

Talvez eu esteja sendo um tanto quanto prolixa neste texto para chegar ao ponto em que eu quero. A reflexão que eu quero trazer a você é justamente essa. Neste um ano deixamos de ser o coração do mundo (lembra da importância da floresta amazônica contra o aquecimento global?), e viramos a doença do planeta. Viramos o país que ainda não conseguiu controlar a pandemia e evitar que vivêssemos um colapso na saúde. A cada dia mais a mais pessoas morrem em virtude desta doença. Mais e mais pessoas estão esperando vagas em leitos de UTI’s, que nós não temos.

Olhar para fora e ver como os outros países estão controlando a situação pode ser uma boa ideia. Não somente quando falamos a respeito de da pandemia, mas quando precisamos de alguma inspiração para resolver algum problema em nossas vidas. Afinal, não vivemos sozinhos neste planeta. Você não precisa de ordens explícitas do governo para ter moral e ética. Você pode agir por conta própria e tentar amenizar a situação. Que tal se aquietar em casa e sair apenas quando tiver que sair?

Contudo, parece mais a mais distante a possibilidade de fecharmos o comércio, de proibirmos as pessoas de saírem para comer e de literalmente proibirmos as pessoas a saírem de casa sem uma razão específica para isto. (não vale fazer aquele churras na casa do seu amigo, ok?).

Todos os dias quando saio do trabalho passo por alguns restaurantes até chegar em casa. Todos os dias a noite eles estão lotados. Em alguns dias tem até mesmo filas de espera. E para quê? Você consegue me dizer um motivo razoável para que estas pessoas se aglomerem em restaurantes? O que afinal elas estão comemorando?

Enquanto você não se conscientizar de que deve fazer a sua parte também de alguma forma, a situação não vai melhorar. Fique em casa, use a máscara se realmente tiver que sair. Não esqueça do álcool em gel e se for no comércio/supermercado não esquece que você olha com os olhos e não com as mãos.

Às vezes nem todos os cuidados bastam

Você também pode ser, assim como eu, a pessoa que segue todos os protocolos indicados e ainda assim ficar doente. Ninguém está imune a isto. Mas, seja consciente dos seus atos, principalmente.

Enquanto escrevo este texto estou deitada com coriza há quatro dias, nariz entupido e tosse. Pode ser um resfriado, mas não tô saindo por aí para contaminar alguém que esteja saudável e diminuir a imunidade dela.

Este texto é apenas uma reflexão sobre o quanto nossas atitudes importam para o coletivo.

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